Valentin Rusin


Declaração do artista


POR UM LONGO TEMPO EU PROCUREI PELO QUE SE CONVENCIONOU CHAMAR DE ESTILO INDIVIDUAL DE CADA ARTISTA. ISSO TOMOU MUITO TEMPO, POIS EU NÃO QUERIA ME LIGAR MECANICAMENTE A UM ESTILO OU OUTRO. EM MINHA OPINIÃO, ESSA LIGAÇÃO PODE LIMITAR MUITO O ARTISTA. FINALMENTE, CHEGUEI À CONCLUSÃO QUE ESTILO NÃO É UMA COLEÇÃO DE PROCESSOS TÉCNICOS, MAS UMA CERTA MANEIRA DE PENSAR. NA SUPERFÍCIE, MINHAS PINTURAS SÃO CLARAS E SIMPLES, MAS PODE-SE ENTENDÊ-LAS DE VÁRIAS MANEIRAS: A PRIMEIRA DÁ A POSSIBILIDADE DE ADMIRAR A VIDA IMÓVEL OU UMA PAISAGEM. A SEGUNDA É UM JOGO PARA O OBSERVADOR QUE PODE RECONHECER OS SÍMBOLOS CULTURAIS DE ÉPOCAS MUITO DIFERENTES. TAMBÉM É POSSÍVEL QUE ALGUÉM ENCONTRE ELEMENTOS DE TEORIAS FREUDIANAS. EU ACHO QUE OBJETOS ÓTICOS NÃO TÊM GRANDE IMPORTÂNCIA SE FICAREM SOZINHOS, MAS APENAS QUANDO ENTRAM EM CONFLITO, EM SITUAÇÕES POUCO COMUNS. TAIS COMBINAÇÕES CHEIAS DE SUSPENSE SÃO CRIADAS PELO ARTISTA. FORMAS TRADICIONAIS SÃO MUITO ACEITÁVEIS COM ESTA FINALIDADE, POIS POR CONTA DESSES LIMITES TÃO ESTREITOS NOSSA FANTASIA PODE SER ESTIMULADA DO MODO MAIS FÁCIL. QUANDO UM SIGNIFICADO APARECE UM NOVO MUNDO SE FORMA; E O OBJETIVO É ALCANÇADO.

CONTATO

VR Atelier
Von-Einem-Str.22
45130 Essen

Telefon: 201 / 759 48 00
Termine nach Vereinbarung

E-Mail: rusin.1@cityweb.de










SETE CHAVES

Vamos tomar chá das cinco e eu te conto minha
grande história passional, que guardei a sete chaves,
e meu coração bate incompassado entre gaufrettes.
Conta mais essa história, me aconselhas como um
marechal do ar fazendo alegoria. Estou tocada pelo
fogo. Mais um roman à clé?
Eu nem respondo. Não sou dama nem mulher
moderna.
Nem te conheço.
Então:
É daqui que eu tiro versos, desta festa – com
arbítrio silencioso e origem que não confesso –
como quem apaga seus pecados de seda, seus três
monumentos pátrios, e passa o ponto e as luvas.


Ana Cristina Cesar


Ana Cristina Cesar

Ana Cristina Cruz Cesar, nasceu no Rio de Janeiro em 2 de junho de 1952  e faleceu Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983, ou ainda simplesmente Ana C., foi uma poetisa brasileira, uma das principais da geração mimeógrafo da década de 1970.
Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Criou-se entre Niterói e Copacabana, tendo estudado no então Colégio Bennett.
Antes mesmo de ser alfabetizada, aos quatro anos de idade, ela ditava poemas para que sua mãe os escrevesse. Em 1969, Ana Cristina Cesar viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa. Quando regressou ao Brasil, com livros de Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield nas malas, dedicou-se a escrever e a traduzir, entrando para a Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aos dezenove anos.  
Ana Cristina Cesar começou a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, foram lançados em edições independentes. As atividades de Ana Cristina não pararam: pesquisa literária, um mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra. Em suas obras, Ana Cristina Cesar mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.
Cometeu suicídio aos trinta e um anos, atirando-se pela janela do apartamento dos pais, no sétimo andar de um edifício da Rua Tonelero.




 

5 comentários:

Lilás disse...

Grande talentos na arte, na poesia e na música. Magistral!!!

Poliana Moura disse...

DIVINO!QUANDO TIVER TEMPO, PROCURAREI SABER MAIS SOBRE O ARTISTA E A POETA. AMEI!!! BEIJOS

Alminha Iluminada disse...

"Todo artista molha seu pincel em sua própria alma, e pinta sua própria essência em seus quadros."

(Henry Ward Beecher)

MÁGICO!!!

Clarisse Ponce Pinho disse...

Estou impressionada com a textura do azul destas telas. Uma luminosidade e um transparência única. Esta paleta é sagrada. Adorei e estou encantada com esta galeria. Valentin Rusin é deslumbrante!!!
Queria ver uma exposição desta aqui em Curitiba.
Sem mais palavras. Beijos

Fada do Mar Suave disse...

Amigos visitantes, que prestigiaram esta página o meu agradecimento e o meu carinho, pois sua presença é muito importante, assim vamos nos aprimorando cada vez mais, tornando este espaço prazeroso para sua volta.
Com carinho da Fada do Mar Suave.