“A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.”
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Auguste Rodin
Emilia Castañeda nasceu em Madri em novembro de 1943. Três anos mais tarde, sua família se muda para Barcelona, onde residirá a maior parte de sua vida. "Despertei para a arte - afirma - ao mesmo tempo em que para a vida: suponho que a isso se chama vocação. A princípio, era uma busca intuitiva, já que carecia por completo de conhecimentos pictóricos. A arte, para mim, era una dimensão puramente estética, e assim segue sendo". Estudou na Escola de Víctor Esteban Ripaux, além de recebe aulas particulares de desenho, às quais sempre dedicou um interesse especial. O período de formação, no qual vai obter conhecimentos técnicos e as bases imprescindíveis sobre espaço, tempo, perspectivas e estrutura, vai de 1956 a 1966.
Sua obra recebe, nos primeiros anos, influências de tipo impressionista e fauvista. Em 1973 celebra sua primeira exposição individual na Galeria Lleonart de Barcelona, apresentando vinte e seis obras e quatro desenhos em carvão.
[...] ela pinta com intransferível delicadeza e coragem. Ela pinta as coisas como são. E cria em duas realidades, ambas verdadeiras e sonhadas ao mesmo tempo. Não apenas sonhadas, mas construídas enquanto são trazidas à vida pela existência que impõe às formas, vigorosas e desaparecidas; nas atitudes, elaboradas com grande facilidade; em suas pinceladas que recriam as luzes de entardeceres impossíveis e, simultaneamente, de maneira incrível, se engancham em alguns olhos de cândida precisão ou em antevisões onde só existam verdades.
Horacio Sáenz Guerrero
Introduction to the monograph"Emilia Castañeda", 1999.
Nas ruas desertas,
Lavadas de chuva;
Uma saudade me resta.
Na pintura das casas,
De fachadas serenas;
Uma saudade me resta.
Na melancólica manhã,
De um lugar qualquer;
Uma saudade me resta.
No cheiro da terra molhada,
Pronta para o plantio;
Uma saudade me resta.
No silêncio que paira no ar,
Perturbado pelo som Dos saltos dos meus sapatos;
Uma saudade me resta.
Na solidão dos caminhos,
Viajando sem receio pro passado;
Nenhuma saudade eu trago.
Ysolda Cabral
Uma pessoa que chora e ri de alegria, tristeza, ou saudade sem nenhum pudor.
O olhar no infinito do nada, Passa pra gente toda a inutilidade,
Dos enfeites como um rio sem vida.
Conceito de belo é elo pra enganos, De sonhos vãos que, na medida do tempo,
Simplesmente destrói quaisquer planos.
Querer mudar tudo isso é impossível! E o entardecer da vida se faz presente,
Em cada pedacinho da gente.
O olhar continua lá... Lindo! Lindo!
Preso ao mágico Por de Sol,
Na espera de uma linda Noite Calma.
Em delírio minha alma vaga, Com desalento e muita dor,
Sem esperança de encontrar,
Amigo puro com ou sem cor.
Se você encontrar alguém assim, Por favor, me diga e me apresente,
Pode ser o Cristo que chegou aqui.
Será possível que só a morte, Realize sonhos e planos,
Ou é simplesmente sorte;
Como teve o casal Ghost!?
Neste Carnaval sairei de alma penada, Vestida de mortalha a pular desvairada,
E se eu cair, não ligue e me deixe ali.
Pois não há mais lugar q’eu queira ir.
A folia do Bloco da Jia passa.
Quem será o guia
De tanta alegria?!
O trio toca um frevo rasgado,
A multidão esquece a tristeza,
Pulando enlouquecida pelas ruas,
Do bairro da Boa Viagem...
- Ah, saudade!
O calor é de mais de trinta graus,
Em pleno domingo à tarde.
E ainda nem é carnaval! Estou só com minhas dores...
A sensação de perda machuca,
E o dia perde suas cores.
Procuro a máscara e a fantasia,
Que também não foram usadas,
No carnaval passado...
E, ao encontrá-las destroçadas,
Não me surpreendo e sorrio,
Afasto o desânimo e o cansaço,
Colando de qualquer jeito os pedaços.
No frasco, restos de perfume... Essência.
No diário, restos da rosa... Significativas marcas.
Na pele pálida... Restos de beleza clássica.
Na terra... Restos mortais.
Na alma, amor sem saudade... Vida!
Depois de longa espera, Ansiosa e intensa,
A paixão a revela.
Trêmula de saudade, Uma saudada doída, mas bela,
Até lhe completa...
E nos preparativos do reencontro, Planeja, sonha, espera...
De repente a lucidez dita à regra.
Você chora, entristece, emudece, E, obediente... Impotente...
Abre mão da quimera...
Continuar seu caminho, Indiferente e inerte,
É apenas o que lhe resta.
Não sabia que a tristeza doía tanto Não sabia que o silêncio poderia incomodar
Não sabia que o desânimo tirava sono
Não sabia que o dia custasse a passar
Não sabia que não sabia de nada Só sabia que sabia mais sorrir que chorar.
Sabia que um dia especial iria chegar Sabia que todos os meus sonhos ele iria levar
Sabia que a indiferença poderia matar
Sabia que o inusitado não poderia alcançar
Sabia que não sabia de nada Agora só quero saber de chorar
Amanhã é outro dia...
O Sol me fará novamente levantar Fico agora a pensar: e se amanhecer chovendo...?
E eu mesma me respondo: você ficará na cama
E nela permanecerá até que a chuva vá pra outro lugar.
Não sabia que não sabia de nada Agora só quero saber de dormir pra sonhar.
Por adorar meu amor inventado, Hoje lhe mando um recado,
Cujo cabeçalho começa assim:
Por aqui o dia amanheceu Muito firme e muito forte,
Exatamente como eu.
E continuo...
Mesmo estando de saudade febril, Fui caminhar e logo percebi,
Que do canto não saí.
Tentei levantar e foi em vão. A cabeça doía e os braços também.
As pernas não obedeciam,
E foi assim que começou o meu dia.
De repente muita raiva me deu, E de um pulo levantei.
Resultado: fui parar no chão frio,
O qual me arrefeceu.
E agora estou aqui, A lhe escrever estas linhas,
Só pra dizer que, pode não parecer,
Mas ainda amo você.
Minha proposta, ao criar este espaço, é conviver com pessoas que, como eu, apreciam e se nutrem na boa arte. Juntar, a cada sessão de postagens, um artista plástico e um poeta, emoldurados por uma música envolvente, é uma forma de estimular os sentidos. Todos os dias precisamos nos alimentar e descansar. A arte nos ajuda nisso e refina nosso espírito. Sou filósofa por formação acadêmica e me agrada muito a estética da arte. A Fada do Mar Suave, como título, é uma personagem que me permite ficar no mundo dos sonhos, e não precisa ser relacionada com a imagem física de uma pessoa.
A Fada do Mar Suave circula pelo Orkut há bem uns dez anos e este blog surgiu em janeiro de 2009. Formalmente, o site WWW.fadadomarsuave.com.br se encarrega de sustentar o registro legal do nome e, de forma prática, reendereça todos os visitantes para este blog, http://fadasuave.blogspot.com . Não tenho equipe, trabalho sozinha e quem quiser fazer qualquer observação, é só deixar mensagem.
Agradeço aos artistas e poetas, que autorizam nossas postagens.
Com amor,
Fada do Mar Suave
São Paulo, SP, Brasil
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