“A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.”
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Auguste Rodin
Eu, Tecido de sonho Abro a cortina, descerro a beleza. Coso pontinhos de amor incrustado em cristal, orvalhado. Um manto de luz, recobre montanhas, matizes dourados em raios espalha o entardecer que seduz. Rebordo o bordado em ponto de cruz, com linha em novelos que cruzam a cena. Costuro uma estrela, amarro-a em fitas. Um laço no abraço que a noite oferece me prende ao botão em ponto de fuga e do sol me despeço, fletindo a visão. Encerro o dia, zíper fechando o cenário em doce poesia, magia.
Eu e você somos UM, Quero fazer aliança que nos una em diferenças. Nos una e diferencie em dualidade perfeita: Eu sou eu, você é você. Eu comigo, com você, com o outro, a natureza vegetal, animal, sideral, abissal, harmonia elemental. Eu e você somos UM... Abre espaço pro terceiro, em mistério transcendente, que nos une em diferenças, Sem fusão. Pois fusão em profusão, não gera aliança não, Sai da via amorosa, só gerando con-fusão.
E celebro a vida nos sonhos de menina, em olhares que fui juntando em síntese de emoções... Momentos em alquimia com o tempo e o espaço, em percepções garimpados, na natureza sem fim de mim. E revelando quintais, varandas, jardins, capto a luz em pessoas, De viver culturalmente, alegria inesquecível, compondo história sensível, simples mundo em poesia. Dialogo com a caipira em que sempre me vi: a mangueira que plantei, árvores que escalei, redes, balanços, poças ´d'água, bicharada e fruta boa que em tudo plantei e colhi. A moça do interior, sonhos simples, natural, Bela roça, o estradão, o areal, e o lamaçal. E tocada pela alma do poeta cantador, canto o povo, sua memória original, em toadas, encantada pelas cenas do sertão. O caboclo brasileiro, seus mistérios, lendas, mitos, "causos", rezas, procissão, ladainhas, cantilenas, os benditos, capoeiras, as folias, arrasta-pé, bailes, festas com leilão. E nos cantos de trabalho, louvo o justo São José. Sinto a perda da varanda, da janela escancarada, lua entrando pelo chão, Das conversas na calçada sem tempo pra terminar. Olho o muro, arranha-céus, isolamento e solidão. Comunhão revelada ao coração, dá a tudo já vivido, seu caráter universal. Quero o pão de todo dia, no agora vivenciar. Dôo à tarde que ora cora, reverência agradecida, Louvo os seres, louvo a vida, minha alma enriquecida, jeito novo em celebrar.
Minha proposta, ao criar este espaço, é conviver com pessoas que, como eu, apreciam e se nutrem na boa arte. Juntar, a cada sessão de postagens, um artista plástico e um poeta, emoldurados por uma música envolvente, é uma forma de estimular os sentidos. Todos os dias precisamos nos alimentar e descansar. A arte nos ajuda nisso e refina nosso espírito. Sou filósofa por formação acadêmica e me agrada muito a estética da arte. A Fada do Mar Suave, como título, é uma personagem que me permite ficar no mundo dos sonhos, e não precisa ser relacionada com a imagem física de uma pessoa.
A Fada do Mar Suave circula pelo Orkut há bem uns dez anos e este blog surgiu em janeiro de 2009. Formalmente, o site WWW.fadadomarsuave.com.br se encarrega de sustentar o registro legal do nome e, de forma prática, reendereça todos os visitantes para este blog, http://fadasuave.blogspot.com . Não tenho equipe, trabalho sozinha e quem quiser fazer qualquer observação, é só deixar mensagem.
Agradeço aos artistas e poetas, que autorizam nossas postagens.
Com amor,
Fada do Mar Suave
São Paulo, SP, Brasil
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