Olhos de ver o silêncio.
Ouçamos o silêncio,
em frêmitos contemplativos
de pessoas que rápidas passam.
Cada qual com seu gemido
embutido, dormente, paciente,
desfiando novelos de sempre
em cotidianas mortes de espera
da longa jornada que vela
o por vir...
Desfia o tempo em estratos esparsos.
Espaço que estava acolá, ali, aqui,
em solidão se perdeu de si.
Ouçamos o silêncio,
em vibração atenta que busca
entre um e outro,
Um despertar do sono, da fuga,
pro sonho de novo, ouvir...
E ressurgir...
Gaiô.
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/cidagaiofatto





