“A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.”
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Auguste Rodin
Todos os dias ele grita, "a folha"
Acordo com ele asseverando, "a folha"
Outro dia o vi, apontando para "a folha"
A mãe pacientemente diz: sei, "a folha"
O pai nada diz, mas ele insiste, "a folha"
Pacientemente, dia a dia lá vem ele de novo, "a folha" O seu dedinho é pequeno laranja e aponta para "a folha"
Seu rosto é o céu e ele aponta para "a folha"
Ele é belo e se encantou pela coisa verde, "a folha"
Deve conhecer poucas palavras, por isso insiste em "a folha"
Acho que ele gostou da maravilha da natureza e adora "a folha"
Ele deve ter 03 ou 04 anos, e fico entristecido quando - um dia - a folha
cair...
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Com humor e felicidade pela publicação de sua poesia.
Isolda! Você é a minha "Flor Neruda"
mesmo muda,
sua palavra de água inunda,
como pantera, és “raçuda”,
espanta o mal como a verde arruda,
nem sei se é barracuda ou barriguda,
mas sei que fica bem quando estás com bermuda.
Pelo jeito, e com respeito, ainda é "boazuda".
Não lhe vejo como cabeçuda,
apesar dos cabelos mostrarem que és cabeluda.
Escrevendo já lhe disse que és a “Neruda”,
se não escrever, não ajuda, pois sua escrita me acalma como o Buda. Por tudo isso - e muito mais - causa-me medo se ficas muda.
As flores do meu jardim são de plástico Não possuem vida
Tal como homens e mulheres andam elas a mostrar o que não são
Fingem a verdade negativa
Abrem mão da água em busca das escuras platéias de uma sala oca
As flores do meu jardim são ridículas Não possuem cores
Aparecem e desaparecem ao sabor da chuva que lhe convém
São incapazes de afundar
Preferem com ar branco boiar... boiar...
As flores do meu jardim no início eram belas, majestosas, interessantes
Enganam bem e sacodem a poeira somente com o vento dos outros
Amolecem com a tempestade, vão de lá para cá porque não sabem ver
Não possuem olhos. Olhos de águia que não desejam enxergar.
Vivem na superfície adornando casas e aparências efêmeras.
As flores do meu jardim gostam de lágrimas
Lágrimas fúnebres e mentirosas Não foram feitas para o equilíbrio da vida
São usadas e respiram o mesmo ar daqueles que as carregam
Elas gostam da dor. Manipulam e fincam raízes duras em jarros e caixões ainda abertos.
As flores do meu jardim desejo imensamente cortá-las
Ficam bem, apesar de desbotadas e descansadas, em sepulcros caiados
Elas estão amarradas ao meu passado
Trituram como máquina o meu inconsciente
E sugam com força minha energia
As flores do meu jardim não possuem espinhos
Necessariamente e obrigatoriamente não permitem eu sentir a dor
Elas me apagaram
Não vou mais segurá-las
Vou jogá-las ao vento
Elas vão cair e torço para que - rapidamente – alguma coisa passe pelo seu corpo.
Em lembrança do grupo “Nenhum de nós” - (“A céu Aberto” - 2009)
Em homenagem a Fernando Pessoa e das muitas lembranças de seu "Poema em Linha Reta"
Esqueci do trabalho no dia de hoje
Esqueci mesmo...
Estava cansado e me atrapalhei com o tempo sujo
Me perdi no espaço nojento da vida
Um mal-estar invadiu minha alma atrapalhada
Uma náusea misturou a vida, espancando meu peito, meu jeito...
A culpa tomou meu espírito e pensei em Deus
Triste é o fim daqueles que são cobrados pelo trabalho
Horrorizado devido a incompetência da voz alheia
Que vomita palavras levianas sem saber dos acontecimentos
Sinto a culpa e a incompetência lúgubre de um corpo sem movimento
E por pouco não assassino o que resta de responsável em mim
A infelicidade faz parte de minha simples vida de ser humano
As cobranças não param e tal como as correntes do mar, aparecem mais fortes à noite
Sacudido pelo vento da perseverança, a mente dispara a adrenalina no corpo frágil
Corpo que trabalhar não foi. Estava cansado... arrebentado...
Mas os bípedes humanos não nutrem a compaixão
As organizações desejam resultados efêmeros e de pouca serventia
Acobertadas pelo manto da hiper-realidade pregam o nosso tendão
Esbofeteados pela vida, os seres humanos se apegam como se cachorros fossem...
Perdemos a capacidade de sentir pelo outro. Esquecemos a humanidade.
Não podemos errar? Não devemos demonstrar nossa vulnerabilidade? Onde estão o seres humanos?
É disso que é feito a vida? Faz sentido andar em linha reta?
Triste fim de mais um "Policarpo Quaresma" (Lima Barreto).
Minha proposta, ao criar este espaço, é conviver com pessoas que, como eu, apreciam e se nutrem na boa arte. Juntar, a cada sessão de postagens, um artista plástico e um poeta, emoldurados por uma música envolvente, é uma forma de estimular os sentidos. Todos os dias precisamos nos alimentar e descansar. A arte nos ajuda nisso e refina nosso espírito. Sou filósofa por formação acadêmica e me agrada muito a estética da arte. A Fada do Mar Suave, como título, é uma personagem que me permite ficar no mundo dos sonhos, e não precisa ser relacionada com a imagem física de uma pessoa.
A Fada do Mar Suave circula pelo Orkut há bem uns dez anos e este blog surgiu em janeiro de 2009. Formalmente, o site WWW.fadadomarsuave.com.br se encarrega de sustentar o registro legal do nome e, de forma prática, reendereça todos os visitantes para este blog, http://fadasuave.blogspot.com . Não tenho equipe, trabalho sozinha e quem quiser fazer qualquer observação, é só deixar mensagem.
Agradeço aos artistas e poetas, que autorizam nossas postagens.
Com amor,
Fada do Mar Suave
São Paulo, SP, Brasil
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