“A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.”
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Auguste Rodin
Meu vôo é certeiro, vou além das nuvens,
Abro as portas do céu, escancaro suas janelas.
Arranco as cortinas do tempo, e dou aquela espiada.
Vou além das estrelas, contornando a lua.
Dou voltas e reviravoltas, nas ruas do universo.
Mesmo sem mapas, não me perco, não tenho medo!
No caminho, encontro com outros seres alados.
Traçando seus destinos, opostos ao meu.
Aproveito e mergulho nas outras galáxias
Danço com os pássaros que flutuam sobre a atmosfera
Abraço as primaveras da alegria
Tenho cuidado para não abater o vôo das borboletas
E vou bailando com movimentos suaves, delicados.
Vou voando na direção do meu amor!
O fotógrafo holandês Ruud van Empel produziu fotos mágicas, encantadoras, em “Kids,” uma apresentação na Bell Gallery, da Brown University, focada em fotos de crianças manipuladas digitalmente. Como escrevi em minha análise: Essas fotos, de 2003 a 2006, foram montadas combinando umas cem imagens em uma única cena. Elas lembram as fotos de sonho da dupla francesa Pierre e Gilles;
as frias fotos de crianças da fotógrafa alemã Loretta Lux e as cenas da população negra de Chicago, pelo pintor Kerry James Marshall (com sua pele simplesmente pintada de preto).
As cenas de Van Empel estão povoadas com cores vívidas, e alterações de escala e espaço. Crianças aparecem em roupas de domingo ou simplesmente vestindo calções. Ele frequentemente enquadra suas cabeças, braços, pernas e roupas separadamente, dando muitas vezes uma aparência de boneca. Ele tem um incrível olho para detalhes, que produz uma cena pop, como uma violeta em meio a uma folhagem verde. Entãon Van Empel, um holandês branco, clareia ou escurece tons de pele para enfatizar a raça das crianças. Ele retrata crianças brancas em florestas e crianças negras em selvas. De um lado, cenas como mini-Edens, puras e sagradas. De outro, força estereótipos de princesas arianas e tribos primitivas. É um território eletrificado, perigoso.
Ruud Van Empel, que nasceu em 1958 em Breda, Holanda, vive e trabalha em Amsterdam. É formado pela Academy of Fine Arts Sint Joost Breda em 1981.
Nua, De corpo, de alma, e do ser. Abro a torneira Água caindo É melodia. Estou sob a água Que ela caia sobre os meus olhos Escorra pelo peito Lava-me toda. Ali posso chorar As lágrimas Misturam com a água que cai. Água que cai Me limpa o rosto Das lágrimas contidas, Me limpa o coração Estou pronta. Tua pureza me ajuda Carrega as minhas dores Tira-as de mim
Me limpa Me hidratada o corpo e coração Trata-os com carinho. Purifica-me Contigo sinto-me sempre pronta Para mais um dia de vida.
Será que existe Algo mais delicioso E contagioso Que um peito aberto, carregado De sentimentos sinceros?
Impossível! Quanto a mim admito, Sou sincera ao extremo Não sei ficar Em cima do muro Isso é um dilema. Quem está na chuva, Vai ter que se molhar Pelo menos Um dedinho do pé, Até ficar encharcado Palavras são poucas Para dizer que sou totalmente Frenética. Adoro tomar banho de chuva E lavar minha alma!
Vou brincando com as palavras... Minha imaginação cria asas, Aqui posso ser o que eu quiser Uma Princesa Apaixonada, Hora Bruxa Malvada, Hora Fada Encantada, Habito em Castelos Mágicos Com Reis e Rainhas, Onde tudo é regado à magia, Onde os pequeninos beija-flores Voam por entre os jardins. Onde o amor é o sentimento mais puro, A alegria estampada no rosto, Onde a fantasia tem lugar de destaque, E todos os sonhos são realizados.
Viver... Me estendo na grama Leio um livro, Fico fascinada com os pássaros que lá estão. E voando, Me deixo voar com eles, vou migrar, ao vento. Vou saboreando os cheiros,
Bebendo do pensamentos, É o meu descanso Encantado. Minha grama, Meu livro, Os pássaros, Os cheiros, O gosto. Meus vôos em pensamento.
Minha vida É encantada e doce, Como doce é minha alma. Carrego comigo O brilho das lantejoulas, E das delicadas purpurinas. Meu perfume é gostoso, Tem aroma de flor Que acabou de desabrochar Numa manhã de verão...
Vôo por tantos ares Mergulho em muitos mares Desvendo florestas. Procuro meu canto. Sou feliz onde encontro abrigo, Um lugar amigo Onde pousar. Encontro só beleza! Quero viver sem maldade, Encarando de frente a saudade Vivendo só de verdades Encontrando minha felicidade!
Ele é mais que um sonho, Pois jamais sonhei tão lindo assim Esse doce jardineiro Que brinca no meu jardim. Me trouxe o verão, Calor de afeto, flor de jasmim Fez uma primavera plena Na minha alma pequena, Me encantou com seu jeito meigo, Foi assim que me apaixonei! Doce olhar de menino tímido, Ele brinca com as rimas, E me faz amar!
Sou uma linda Borboleta, De asas multicoloridas e brilhantes.
Minhas cores são encantadas, E não sei ao certo quantas são, Nem mesmo tentei contar Só sei que estão por aí Voando em toda parte, De dentro dos meus olhinhos. Até o fundo do meu coração E essas cores que estão em mim, Estão nos jardins, Pelas flores, Entre os beija-flores, Na alma, nos caminhos. Em qualquer lugar...
«Minha inteligência tornou-se um coração cheio de pavor, E é com minhas ideias que tremo, com minha consciência de mim, Com a substância essencial do meu ser abstrato Que sufoco de incompreensível, Que me esmago de ultratranscendente, E deste medo, desta angústia, deste perigo de ultra-ser, Não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir! Cárcere do ser, não há libertação de ti? Cárcere do pensar não há libertação de ti? Ah, não, nenhuma, nem morte nem vida nem Deus! Nós, irmãos gêmeos do Destino em ambos existirmos, Nós irmãos gêmeos dos Deuses todos de toda a espécie, Em sermos o mesmo abismo, em sermos a mesma sombra, Sombra sejamos ou sejamos luz, sempre a mesma noite.»
Álvaro Campos
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