“A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.”
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Auguste Rodin
Sinto-te nos gestos, nas palavras, nos momentos
Provo-te no gosto de um vinho antigo
Beijo-te em cada raio de sol que nasce
Sonho-te inventando caminhos
Trago-te comigo como o aroma da maresia
Desenho-te em cada verso e palavra
Aguardo-te com cascatas de beijos
Recomeço conduzindo-me a ti
Adormeço na espera que se faz neste encontro
Você pode fugir de seu karma Sorrindo com esta máscara plastificada
Derramando lágrimas
Brincando com coração e mentes
Perdendo a humanidade
Sem reconhecer seus irmãos que aqui estão
Usando poderes escusos e mentiras Face de anjo, alma negra
Pérfida conduta inumana
Será que não percebe
Que somos estrelas, lua, terra e sol
Onde perdeste o caminho?
Enquanto joga o jogo da vida Se perde em labirintos
Desejando consumir almas. Instintos de sobrevivência mascarados
Suspeitando de sombras criadas na mente
Brevemente estará morto
Para quem lamentará teu destino?
Na despedida do passado
Geramos um distanciamento interior
Como um trem em marcha
Vamos seguindo outras fronteiras
Com uma clareza que revela significados
Deixando na estação um pedaço de si próprio
Colocar a mala no bagageiro e seguir
Possibilidades se concretizam Num sentimento de claro dia primaveril
A realidade simples e pura
Uma nova forma diferente de lucidez
Ver as primeiras pinceladas de um retrato futuro
Os textos antigos não mais lidos e compreendidos
Uma metáfora camuflada sob a folhagem murcha de uma biografia
Valerie Maugeri nasceu em Paris em 1967. Seu pai, um designer gráfico italiano, e sua mãe sempre foram como anjos da guarda em sua vida. Valerie começou sua vida artística como designer de interiores. Agora, ela tem sua própria oficina em Essonne, onde cria suas telas coloridas. Durante muitos anos fez suas pesquisas em busca de um estilo próprio.
Brilhante, cintilante, como seda bordada, a sua pintura emana um cheiro único de canela e açafrão, referência a contos orientais e à música francesa. Podemos observar a riqueza das cores em suas pinturas, como os mestres franceses do século XVIII. Sua técnica combina pintura e colagem, onde todos os detalhes chamam a atenção sobre sua personalidade. As cores brilhantes em seus quadros foram inspiradas em suas viagens pela Ásia e o Oriente. Sempre muito brilhante, ornamentadas com folhas de ouro, suas pinturas trazem a energia de um espaço envolvente, com ritmo e emoção. Valerie não frequentou escolas especializadas, mas procurou seu próprio caminho. Desde 2001 passou a fazer parte da galeria parisiense St Paul de Vence e Annecy, onde expõe regularmente.
Às vezes sopro borboletas no ar
Às vezes sinto a flauta de bambu tocar Às vezes a suavidade me toca Às vezes danço e faço piruetas no ar Às vezes brinco de criança Às vezes dialogo com o silêncio Às vezes me transformo em fogo Às vezes em água Às vezes atravesso deserto Às vezes durmo com minhas asas Às vezes a luz se apaga Às vezes canto com os colibris Às vezes narro histórias Muitas vezes sorrio com a alma...
Myriam Valentina
“Alma de artista Perfeita combinação de lados opostos Sensibilidade e sensitiva Suave como a própria brisa.”
A cereja te deseja.
Você sabia?
Com sua volúpia vermelha
seu brilho indiscreto
embriagada de marasquino
ela já não mede conseqüências.
Hoje ela se sente perigosa
e na fogueira da sua alma
abusa dos sentimentos mais doces.
E até ela se escandaliza
descobrindo que é capaz de tudo
até vestir veludo
salto alto e trilha sonora
para ter você
agora.
Essas santas
Suas seitas
Essas santas desfeitas
Santas ao contrário
Mulheres eleitas
Loucas pelo avesso
Enfermeiras
Velhas sereias
Vagam
Loucas pelos desertos da cidade
Doméstica desolada
Mulher de negócios apaixonada
As loiras de farmácia
E as morenas neuróticas
Mulheres de guarda-chuva atravessam a rua
Mulheres gripadas
Mulheres de salto alto
Botas, lenços, batom escandaloso
Mulheres à luz do sol
Essas deusas dançam
O tango do trânsito
Mulheres fatais
Sangue quente, cristais
Mulheres procurando seu cenário
Mulheres saindo do camarim
Todas elas dizem sim
Amigas do Marquês de Sade
Desfilam no meio da tarde
Essas estranhas mulheres da cidade
Mulher-dama
Dominatrix
Mulheres do norte
Mulheres que eram homens
Mulheres sabem a verdade
Essas estranhas mulheres de cidade.
Tenho tudo de que preciso.
Portanto
minha asa esquerda serve de trono
para um imenso rei indeciso.
Sendo um ser sem necessidade de chão
minhas garras carregam comida
para a multidão.
Somos feitos de ternura e perplexidade
e as espalhamos com prazer
sobre cada nova cidade.
Minha proposta, ao criar este espaço, é conviver com pessoas que, como eu, apreciam e se nutrem na boa arte. Juntar, a cada sessão de postagens, um artista plástico e um poeta, emoldurados por uma música envolvente, é uma forma de estimular os sentidos. Todos os dias precisamos nos alimentar e descansar. A arte nos ajuda nisso e refina nosso espírito. Sou filósofa por formação acadêmica e me agrada muito a estética da arte. A Fada do Mar Suave, como título, é uma personagem que me permite ficar no mundo dos sonhos, e não precisa ser relacionada com a imagem física de uma pessoa.
A Fada do Mar Suave circula pelo Orkut há bem uns dez anos e este blog surgiu em janeiro de 2009. Formalmente, o site WWW.fadadomarsuave.com.br se encarrega de sustentar o registro legal do nome e, de forma prática, reendereça todos os visitantes para este blog, http://fadasuave.blogspot.com . Não tenho equipe, trabalho sozinha e quem quiser fazer qualquer observação, é só deixar mensagem.
Agradeço aos artistas e poetas, que autorizam nossas postagens.
Com amor,
Fada do Mar Suave
São Paulo, SP, Brasil
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