“A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.”
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Auguste Rodin
Lembra-te que todos os momentos
que nos coroaram todas as estradas radiosas que abrimos irão achando sem fim seu ansioso lugar seu botão de florir o horizonte e que dessa procura extenuante e precisa não teremos sinal senão o de saber que irá por onde fomos um para o outro vividos
Elefantes na água optimistas à solta
optimistas à solta elefantes na árvore
elefantes na árvore optimistas na esquadra
optimistas na esquadra elefantes no ar
elefantes no ar optimistas em casa
optimistas em casa elefantes na esposa
elefantes na esposa optimistas no fumo
optimistas no fumo elefantes na ode
elefantes na ode optimistas na raiva
optimistas na raiva elefantes no parque
elefantes no parque optimistas na filha
optimistas na filha elefantes zangados
elefantes zangados optimistas na água
optimistas na água elefantes na árvore
A realidade, comovida, agradece
e continua a fazer o seu frio
sobre bairros inteiros na cidade e algures
Tantos mortos
no rio A realidade, comovida, agradece
porque sabe que foi por ela o sacrifício
mas não agradece muito Ela sabe que os pintores
os escritores
e quem morre não gostam da realidade
querem-na para um bocado
não se lhe chegam muito pode sufocar Só o velho moinho do acordeon da esquina
rodado a manivela de trabuqueta
sem mesura sem fim e sem vontade
dá voltas à solidão da realidade
Nascido em Copenhagen, em 1964, o dinamarquês Stefan Blöndal cresceu em um ambiente musical e sempre cercado pela arte. Começou sua carreira artística a partir dos 14 anos, com criações em crayon e tinta, de forma bastante determinada em aulas no famoso Museu Dinamarquês (Danish Museum). Desde seus primeiros trabalhos, o artista já rejeitava convenções teóricas da arte contemporânea, como que criando sua própria partitura. Sua outra paixão focava pássaros predadores e tornou-se amestrador treinado de falcões, o que naturalmente estava retratado em sua arte.
Aos 20 anos conheceu sua futura esposa, a pianista Nina Kavtaradze, que passou a exercer enorme influência sobre suas pinturas, como modelo e como crítica. A rigor, foi ela quem levou Blondal a partir para a pintura a óleo, abrindo uma nova dimensão em sua história como artista do branco-e-preto. Tanto que em 1987 o artista promoveu sua primeira exposição, “com uma coleção de pinturas poderosas”, no dizer de um crítico. O artista se divide em períodos, caracterizados por um interesse figurativo natural, que passa por retratos e nus, frequentemente elaborados em formato feminino e demonizados, até amadurecer a fascinação da multiplicidade de formas e combinações de cores.
Sou qualquer coisa que vive na vertigem de ser, que sonha e que se perde, que se reencontra na pulsão vívida do Outro ou que foge do local onde está para voltar e escapar virada e remexida em minhas entranhas...
Sou apenas uma viajante, aprendiz do tudo e do nada,
Quem sou eu???? Nunca saberei, posto que não sonho com certezas...
Ah! Definições! Ah! Clarice!
Sou casada, tenho um filho muito amado, sou cidadã carioca e luto muito para continuar sendo. No cotidiano, sou publicitária e sigo carreira acadêmica. Já estudei no exterior e hoje faço doutorado na UFRJ.
Meus trabalhos publicados estão concentrados na área científica, porém participei como poeta, da Antologia Dellicatta III, lançada na Bienal do Livro em São Paulo.
Gostaria de, em paralelo ao trabalho acadêmico, continuar meu ofício de poeta e de escrevinhadora (para escritora, estou muito longe..., tanto a aprender!) porque todos os leitores merecem minha honrosa reverência.
até quando repetição pode ser diferença?
por ritmos, cadências,
percursos ou lembranças
de rastros de ti.
um lamento de papel como se fosse
diferença
repetição de te querer
que me abriga.
até quando o mesmo sonhado há pouco, alhures
subsiste em nuances salinas
de marés cheias
plenas de ti?
(saudades em pranto calado
a temperar-me a vida)
Resvala em mim a ilusão de cada único momento
ou gorjeiam marés de pássaros
prateados
tudo de nós
enterrado
nos ares.
Ah! uma ausência de mim
sem rastros.
Minha proposta, ao criar este espaço, é conviver com pessoas que, como eu, apreciam e se nutrem na boa arte. Juntar, a cada sessão de postagens, um artista plástico e um poeta, emoldurados por uma música envolvente, é uma forma de estimular os sentidos. Todos os dias precisamos nos alimentar e descansar. A arte nos ajuda nisso e refina nosso espírito. Sou filósofa por formação acadêmica e me agrada muito a estética da arte. A Fada do Mar Suave, como título, é uma personagem que me permite ficar no mundo dos sonhos, e não precisa ser relacionada com a imagem física de uma pessoa.
A Fada do Mar Suave circula pelo Orkut há bem uns dez anos e este blog surgiu em janeiro de 2009. Formalmente, o site WWW.fadadomarsuave.com.br se encarrega de sustentar o registro legal do nome e, de forma prática, reendereça todos os visitantes para este blog, http://fadasuave.blogspot.com . Não tenho equipe, trabalho sozinha e quem quiser fazer qualquer observação, é só deixar mensagem.
Agradeço aos artistas e poetas, que autorizam nossas postagens.
Com amor,
Fada do Mar Suave
São Paulo, SP, Brasil
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