Brita Seifert






Ai, Helena!, de amante e de esposo
Já o nome te faz suspirar,
Já tua alma singela pressente
Esse fogo de amor delicioso
Que primeiro nos faz palpitar! ...
Oh!, não vás, donzelinha inocente,
Não te vás a esse engano entregar:
E amor que te ilude e te mente,
É amor que te há-de matar!
Quando o Sol nestes montes desertos
Deixa a luz derradeira apagar,
Com as trevas da noite que espanta
Vêm os anjos do Inferno encobertos
A sua vítima incauta afagar.
Doce é a voz que adormece e quebranta,
Mas a mão do traidor... faz gelar.
Treme, foge do amor que te encanta,
É amor que te há-de matar.


Almeida Garrett

 in 'Folhas Caídas'

2 comentários:

Nicolas disse...

Slides de mãos de Fada. Lindos! Esta poesia Helena é linda e emocionante. A Galeria merece nota 1000, por ser um espetáculo imemorável.
Parabéns por tudo e parabéns para você!

Angélica Donato Almeida disse...

Lindo de morrer esta postagem, Fada! Fico impressionada com tanta criatividade. pesquisa e verdadeiro amor a arte com você tem e mostra.
Aqui é uma verdadeira escola que estimula,instiga e leva os visitantes ao caminho do belo. Adoro aqui e sempre retornarei e dou referência a todos sobre este blog.
A ti só tenho elogios. Bjs