Brita Seifert

 
 
Declaração do artista Brita Seifert

"É difícil para mim discutir meu próprio trabalho; como a caligrafia, é algo que, a esta altura, é simplesmente uma parte de mim.
 "As pessoas sempre me perguntam: O que te inspira a pintar? “ou” Qual é o significado de suas pinturas?
“Bem, meu trabalho é em grande parte inspirado pela música, viagens e experiências pessoais. Cada pintura pode colocá-lo em outro mundo, no meio de uma história, ou simplesmente ser a expressão em símbolos dos meus sentimentos.
 As cenas no meu trabalho acontecem no crepúsculo da manhã ou nos últimos raios da noite, a fronteira entre o dia e a noite, dormir e acordar, esfumaçando a distinção entre a realidade e os fantasmas da imaginação.
Eu quero convidar o espectador para um mundo que é ao mesmo tempo familiar e desconhecido, o mundo do inconsciente e as paisagens do sonho, onde há um alegre desrespeito das leis da realidade cotidiana, e onde as imagens podem ser carregadas com um significado subjetivo que permanece enigmático e meio apenas compreendido.
 As pessoas nas minhas pinturas são principalmente um símbolo para mim e refletem - claro! - todo o meu poder e também toda a minha fraqueza. Mas, acima de tudo: calor emocional, a paixão pela vida e intensidade. E às vezes eles são embaixadores de amor e honestidade, de tolerância e abertura”.
Brita Seifert
Contato
Brita Seifert
“De Lombardije” – Lindanusstraat
6041 HA Roermond / Holanda
Telefone: +31 – (0) 475786019

  

 

 

 

 

 

Anjo És!


Anjo és tu, que esse poder
Jamais o teve a mulher,
Jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim;
Minha razão insolente
Ao teu capricho se inclina,
E minha alma forte, ardente,
Que nenhum jugo respeita,
Covardemente sujeita
Anda humilde a teu poder.
Anjo és tu, não és mulher.


Anjo és. Mas que anjo és tu?
Em tua fronte anuviada
Não vejo a c'roa nevada
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o véu
Com que o sôfrego pudor
Vela os mistérios d'amor.
Teus olhos têm negra a cor,
Cor de noite sem estrela;
A chama é vivaz e é bela,
Mas luz não tem. – Que anjo és tu?
Em nome de quem vieste?
Paz ou guerra me trouxeste
De Jeová ou Belzebu?

Não respondes- e em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado estreito!...
Isto que me cai no peito
Que foi?...-Lágrimas?-Escaldou-me...
Queima, abrasa úlcera... Dou-me,
Dou-me a ti, anjo maldito,
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno, que em má hora
Trouxeste de lá... De onde?
Em que mistérios se escondem
Teu fatal, estranho ser!
Anjo és tu ou és mulher?

Almeida Garrett

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799. No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra. Foi também aí que engravidou sua companheira Luisa Castelo. De seguida, em 1816 foi para Coimbra, onde acabou por se matricular no curso de Direito. Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que lhe pusessem um processo por ser considerado materialista ateu e imoral. É também neste ano que ele e sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.
Após o golpe de 1822, no qual o liberalismo foi derrotado, Garret partiu para o exílio na Inglaterra, de onde regressou somente em 1826. Durante o exílio Garret, influenciado pelas obras de Walter Scott e Lord Byron, compôs os poemas "Camões" e "Dona Branca". Essas obras foram publicadas em 1824 e são consideradas o marco inicial do Romantismo em Portugal.
Garret voltou a Portugal em 1832 integrando o exército de D. Pedro no cerco à cidade do Porto. Entre 1833 e 1836, foi cônsul geral na Bélgica.
Após a Revolução de Setembro foi encarregado de organizar um plano de um teatro nacional, que veio a promover.
Em 1851 recebeu o título de Visconde de Almeida Garrett. Da sua vasta obra literária destacam-se a peça de teatro "Frei Luís de Sousa" (1844), o romance "Viagens da Minha Terra" (1846) e a coletânea de poemas líricos "Folhas Caídas" (1853).


4 comentários:

Tania Rocha Paulino disse...

Amei esta página. Linda, demais!!! Maravilhosa e divina. Não conhecia Brita Seifert e nem Almeida Garrett e fiquei emocionada com estes artistas talentosos.
Parabéns!

Nicolas disse...

Artistas sensacionais, com uma arte apurada, primorosa e fantástica.

Analuka disse...

Muita sensualidade, doçura, paixão, ternura, delicadeza nas pinturas de Brita Seifert!!! Feliz descoberta de uma artista tão primorosa com seu trabalho. Agradeço a ti, Fada amiga, por nos proporcionar este mergulho e vôo nos mares e asas da Arte! Beijos azuis!!!

Martina Luiza Garcia disse...

Fada
A arte de Brita Seifert é muito sensual, doce, delicada e mágica. Mais um dia do inusitado nos emocionar. Fico espantada com tantas descobertas incrivelmente bárbara. Com a poética de Almeida Garret fiz um mergulho para dentro de mim e me emocionei. Voei com a música e a vida está mais bela e gostosa.
Abraços.