Igor Kamenev







ALTIVEZ


Depois de percorrer
meus pensamentos confusos,
rebentado e escasso,
termino de escrever
a poesia nova,
rebento indócil
que me rasga todo dia.
Olho pra ela e dela rio. Sem muita razão.

E quando vou repousar
deixando-a no livro aberto
de quem a lê sem sofrimentos
com os olhos gordos,
ela livre e de ninguém,
fica toda cheia de zombas.
Olha para mim e de mim ri também. Com razão.

Deixamos assim
os pratos da balança
no mesmo nível. E o fiel com ciúmes.


Oswaldo Antônio Begiato

Um comentário:

sarahaline.morais disse...

Fada Querida!
Quanta beleza!!! As telas são PERFEITAS!!! Exalam altivez e sensibilidade! As poesias cheias de intensidade são sem dúvida a peça do quebra cabeça desse conjunto artístico encantador que nos deu a oportunidade de conhecer! Grata Sempre! Parabéns a todos vocês!!

Beijos cheios de carinho, respeito e amor!

Sarinha