Sergey Ignatenko








Singularidade
- Alumbramento -
Para Manuel Bandeira


Abriu-se um espaço no tempo
Abriu-se um tempo no espaço
Deu-se um silêncio no vento
Deu-se inequívoco passo

O espaço de tempo que é tempo
Bem antes de ser espaço
Expandiu um ponto lento
Pulsando tornou-se “eu faço”

E fez-se o universo imenso
E fez-se o calor do abraço


Eduardo Tornaghi

4 comentários:

Entre as palavras disse...

A obra de uma Fada

Sua obra é fantástica
Toco-lhe tudo sem tocar
Vejo mesmo cego

São os seios empinados
Em minha boca que fervilha
Pernas alongadas
Nas quais minhas mãos tateiam

São pés que outrora já disse querer comer
Cabelos e pelos que desejo embolar em meus lábios
Morder os seios não basta
A vendo desejo o queixo, a ponta do nariz e as orelhas

Que obra é essa
Repleta do cheiro da sexualidade feminina que tanto gosto e venero
É fruto de um órgão divino
Finamente esculpido e pintado de cores móveis

Saímos de lá e para lá quero voltar todos os dias
Quando a vejo em tela, praticamente se movimentando em fortes imagens
Nada diferentemente me vem a mente do que a presença potente de Deus
Detalhe por detalhe, na ponta dura do pincel que seguro

E o movimento...
Ombros, mãos, pés e ancas se entortam nas cores quentes que escolheu
Ah! Que obra é esta que observo em sonho e em realidade

Ela está na parede, do jeito que pensei.
Encontra-se na cama da forma que deitei
Abre a boca delicadamente que por vezes beijei
E pernas que se arregaçam na cama que amei

Obra divina
Por vezes escondida e pervertida
Às vezes recatada e humilhada
Mas sempre onipotente e potente

A obra termina com ardor
Em olhos fechados
Peitos empinados
Corpo maravilhosamente escoltado
E cabelos soltos ao vento

Por Lúcio Alves de Barros

Entre as palavras disse...

A obra de uma Fada
Sua obra é fantástica
Toco-lhe tudo sem tocar
Vejo mesmo cego

São os seios empinados
Em minha boca que fervilha
Pernas alongadas
Nas quais minhas mãos tateiam

São pés que outrora já disse querer comer
Cabelos e pelos que desejo embolar em meus lábios
Morder os seios não basta
A vendo desejo o queixo, a ponta do nariz e as orelhas

Que obra é essa
Repleta do cheiro da sexualidade feminina que tanto gosto e venero
É fruto de um órgão divino
Finamente esculpido e pintado de cores móveis

Saímos de lá e para lá quero voltar todos os dias
Quando a vejo em tela, praticamente se movimentando em fortes imagens
Nada diferentemente me vem a mente do que a presença potente de Deus
Detalhe por detalhe, na ponta dura do pincel que seguro

E o movimento...
Ombros, mãos, pés e ancas se entortam nas cores quentes que escolheu
Ah! Que obra é esta que observo em sonho e em realidade

Ela está na parede, do jeito que pensei.
Encontra-se na cama da forma que deitei
Abre a boca delicadamente que por vezes beijei
E pernas que se arregaçam na cama que amei

Obra divina
Por vezes escondida e pervertida
Às vezes recatada e humilhada
Mas sempre onipotente e potente

A obra termina com ardor
Em olhos fechados
Peitos empinados
Corpo maravilhosamente escoltado
E cabelos soltos ao vento

Por Lúcio Alves de Barros

Lilás disse...

Grandioso e belo demais.

fred disse...

Ótimo, enfim resolvido o problema da Criação...

(maravilhoso!)