Saturno Butto








Jardins suspensos

Jardins suspensos na noite calada que a lua teima a queimar
Uma flor ferida e sangrando está no meu peito
Quase não consigo respirar nesse ar seco
As costelas andam batendo uma na outra
E uma pequena taquicardia arrepia meu corpo

E essa lua cheia dela mesma
E ela cheia se si mesma
E eu cansado de mim mesmo

Minha saudade é uma lágrima que cai em fogo
Olhos de limão verde a arder na inquietude
Corpo cansado e amassado
Ferido e quebrantado no fim do dia que não desejo ver

E ela neste sorriso que rasga minha alma
Iluminando a rua, o corredor, a sala
Cheia dela e vazia de mim


Lúcio Alves de Barros


2 comentários:

Aurora disse...

Um assombro!
Obrigada, mais uma vez, por esta beleza que nos ofereces!

Fada do Mar Suave disse...

Lúcio, sempre uma alegria postar suas poesias que são profundas e tocam tanto nossas almas. Adoro trabalhar com você!
A todos os amigos que aqui passaram, o meu agradecimento e o meu desejo de tê-los sempre perto, deixando suas mensagens, para que a cada dia, este espaço fique mais belo e suave.

Com amor da Fada do Mar Suave.