Vincent van Gogh








Remoer do Eros



O carinho é tanto por ela que chega a doer
Poesias penso em discorrer
Quando a vejo, o coração chega a remoer
Sua presença balança minha alma e penso em morrer.



No tocar de sua pele desejo escrever
Ao lhe dar as mãos sinto prazer
Juntos na cama não enxergo nada só você
O seu toque em meu rosto me faz amolecer.



Tão leve e suavemente iniciamos um delicioso remexer
Dois corpos se tornam um e começam a estremecer
Finalmente, nosso gozo chega a florescer
Nos seios dela desejo eternamente esconder.



Mas a vida começa a aborrecer
Tão lindo e levemente vem o amanhecer
Sem conter a chuva que cai, sou obrigado a me conter
A conviver e não corresponder o que sinto corroer.



Diante do espelho sujo desejo desaparecer
Não consigo pensar na impossibilidade de perder
Cansado e desiludido começo a esquecer
Nesta vida receio enlouquecer e meus belos sentimentos remoer.



Lúcio Alves de Barros




Um comentário:

Fada do Mar Suave disse...

Poeta Lúcio
Quero agradecer-lhe a nossa amizade, a sua contribuição com teus lindos versos, que tanto emociona a todos que lêem. Recebo com freqüência comentários apreciando e elogiando sua forma inteligente e corajosa de se expressar. Dizem, e eu concordo que seus escritos saem de sua alma direto aos nossos corações.
Você faz parte desta morada poética, iluminando com seu brilho que irradia. Deixando, assim, nossa morada povoada de vida que canta, encanta os seus mistérios e magias.
Com muito carinho da Fada do Mar Suave.