Jean Bailly









Jardins suspensos

Jardins suspensos na noite calada que a lua teima a queimar
Uma flor ferida e sangrando está no meu peito
Quase não consigo respirar nesse ar seco
As costelas andam batendo uma na outra
E uma pequena taquicardia arrepia meu corpo

E essa lua cheia dela mesma
E ela cheia se si mesma
E eu cansado de mim mesmo

Minha saudade é uma lágrima que cai em fogo
Olhos de limão verde a arder na inquietude
Corpo cansado e amassado
Ferido e quebrantado no fim do dia que não desejo ver

E ela neste sorriso que rasga minha alma
Iluminando a rua, o corredor, a sala
Cheia dela e vazia de mim


Lúcio Alves de Barros

2 comentários:

Analuka disse...

MARAVILHOSO o trabalho pictórico de Jean Bailly, estou aqui deslumbrada, encantada, apaixonada e me deliciando com cada um dos quadros. Os poemas de Barros, super inspirados e sensíveis, compõem uma música perfeita junto às pinturas de Bailly.
Tudo adorável!

Beijos em tua alma, felicidades mil para ti, caríssima Fada do Mar!

Fada do Mar Suave disse...

Caros amigos,
sou-lhes imensamente grata pelos depoimentos deixados aqui para os artistas e também pela amizade sempre tão presente. São vocês que nos motivam a buscar cada vez mais o que há de melhor no mundo das artes.
A você Lúcio, um amigo tão querido que traz brilho para este espaço com suas poesias, agradeço de coração poder contar com você.
Que o Natal possar ser mágico
e o Ano Novo, cheio de emoções,
alegria, paz e muito amor.

Com muito carinho da Fada do Mar Suave.