Daniela Ovtcharov






Cofre de silêncios.


Guardo um cofre,
Nem de ouro , nem de cobre.
Um cofre.

Um relicário de silêncios que freqüento,
Que não digo, me permito a liberdade,
Um alento, calo o que no acaso sinto.
E medito, sopro e vibro, cordas que tangem,
Descortino...de verdade in-possível,
Como a saúde possível no limitado
Tempo e espaço que tenho, sou e faço
A sete chaves.
De silêncios, desatinos,
Destinação a caminho,
Tudo e todos cabem, sentem,
No possível.
Nada é fácil...
Compreensível,
Sempre...


GaiÔ.

3 comentários:

Kátia Torres disse...

LINDÍSSIMO POEMA E IMAGENS INUSITADAS.....

ESPERO QUE ESTEJAM BEM.

ABRAÇOS FRATERNOS.

KÁTIA.

Alminha Iluminada disse...

Simplesmente fantástico!

Analuka disse...

Deliciosas, sedutoras, envolventes, as pinturas de Daniela! E os poemas escolhidos afinam-se muito bem à poética pictórica. Beijos alados, Fada.