Arthur Braginsky











Br eu

A noite é breu.
A noite sou eu.
Noturna fresta.
Interna festa.

A noite eterna,
Ah, noite!
Amarela, rosada.
Espiralada, embasbacada.

Muita noite, pouco dia.
Muita fome, pouca alegria.
A espera uma esfera.
A medida uma menina.

A composê, matelassê;
Fio dourado, macramê.
Mas noite fica, noite torna.
Noite borda chão de estrelas.

Noite fica, espreita.
É noite apenas, noite do meu bem.


Kátia Torres Negrisoli

5 comentários:

Nicolas disse...

Transparências e muitos sonhos.

katerine-zucon disse...

Espetacular e emocionante! Bjs

Líria Marin Solano disse...

Fada

Arte, poesia, música de mãos dadas neste espetáculo de Blog. Estou sem respiração diante deste post.

Bkcas da Líria

Cynthia Lopes disse...

Que linda noite de breu,
um belíssimo poema,
costurado por estas telas,
images de Arthur Braginsky.

Parabéns querida Fada,
pela sensibilidade nas escolhas e pela beleza do blog.
bjs

Fada do Mar Suave disse...

Kátia é uma alegria imensa postar suas poesias que a todos emocionaram e encantaram. E a arte belíssima de Arthur Braginski iluminou este espaço, a você Arthur todo o meu respeito e admiração. Obrigada!

Agradeço aos amigos que nos visitaram, deixando seus comentários estimulantes. Isso é energia para todos nós, principalmente os poetas e artistas que apresentamos. Voltem sempre, é um prazer enorme encontrá-los a cada postagem.
Com todo o carinho,

Fada do Mar Suave