Balthus

O conde Baltasar Michel Klossoviski de Rola, conhecido como Balthus, filho de um historiador de arte e de uma pintora, nasceu em Paris a 29 de Fevereiro de 1908 e morreu em 2001. Casou duas vezes e teve três filhos.
Em 1961 André Malraux , ministro da cultura no Governo do General de Gaulle, nomeou Balthus para diretor da Academia de França em Roma. Apresentado por Jacques Chirac, Balthus recebeu em 1991 o Premium Imperial atribuído pela Japan Art Association e em 1998 é nomeador Doutor Honoris Causa pelo Universidade de Vroclac, quando em 1967 a Tate Galery organizou uma exposição sobre Balthus , pediram ao artista elementos para uma biografia destinada ao catálogo. A resposta do pintor chegou categórica "A melhor maneira de começar é dizer que Balthus é um pintor de quem nada se sabe. E agora vamos ver os quadros".

Dizia Balthus: "A melhor maneira de não cair numa segunda infância é nunca ter saído da primeira". Quando tinha catorze anos confessou a um amigo que gostava de ficar sempre criança. O artista via as adolescentes como um símbolo "A beleza da adolescência é mais interessante, encarna o futuro, o ser antes de se tornar em beleza perfeita. Uma mulher já encontrou o seu lugar no mundo, uma adolescente não. O corpo de uma mulher está já completo .O mistério desapareceu".

Balthus optou por trabalhar de uma forma figurativa, numa época em que os artistas de vanguarda consideravam o estilo figurativo como uma forma artística reacionária ou ao serviço da política. Mas o tema e o ambiente desta obra têm muito em comum com a arte radical, desafiando-nos a confrontarmo-nos com uma zona proibida ou reprimida da nossa consciência. Ao mesmo tempo que o estilo remonta aos mestres clássicos, o tema é desafiante e moderno e quase poderia ser uma ilustração dos estudos sobre sexualidade infantil de Sigmund Freud, cujas idéias exerceram um impacto tremendo sobre a arte do século XX. Nascido em Paris e com antepassados judeus, Balthus e a sua família foram forçados a abandonar o lar durante ambas as duas guerras mundiais. Nasceu em 1908, reformou-se em 1997 e morreu na Suíça em 2001.


http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,exposicao-de-balthus-reacende-debate-sobre-obras-estilo-lolita,224555,0.htm


http://www.ricci-art.net/pt/fr/Balthus.htm

http://fr.wikipedia.org/wiki/Balthus

http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2005/09/balthus-arte-figurativa.html










A MOR INEXPLICÁVEL



Meu amor é como a música
Lindo e perfumado que nem rosa
Forte e indestrutível como diamante
E jamais poderia ser arrogante



Meu amor é tudo que tenho
Às vezes exige de mim um pouco mais
Quando não cabe em si de tão potente
E explode em atitudes contundentes



Meu amor não tem planos
Apenas me ajuda a viver
Quando se esgotam em mim
A esperança e os sonhos



Meu amor é incomparável
Sua essência indescritível
É tão pura e verdadeira
Que me deixa mais bonita.



Ysolda Cabral

5 comentários:

Angela Nancy Fiorelli disse...

Não me canso de olhar suas galerias, querida amiga. Através delas reencontro a infância com uma profusão de cheiros, cores e cantos, momentos que fazem ou fizeram parte de nossas vidas. Tudo é um grande sonho que nos levam em frente com maior sabedoria.

Valéria Cordeiro Malheiros disse...

Fada do Mar Suave
Uma honra apreciar tamanha beleza! Exatidão, formatação, elaboração, pesquisa e muita competência para elaborar um blog sobre artes. Sou historiadora e me senti diante de um grande museu, também poético e sonoro. Foi isto que encontrei. Com maestria e didaticamente você coloca as obras com a mesma técnica dos museus respeitando espaços e levando o visitante a conhecer o artista como um todo. Neste momento tudo se supera. Bravíssimo!!!

Soluedh Gaspar disse...

Uma arte sensual, sensível, suave, um deleite para almas puras, romanticas e apaixonadas pelo Belo. Este azul borbulha poesia e transborda em milhares de microborbulhinhas aromáticas e coloridas.
Balthus, Ysolda e Fada gratidão eterna.
Amor!

Fada do Mar Suave disse...

Querida poeta Ysolda

Sua poesia enobreceu este espaço com sua sensibilidade, delicadeza e beleza. Foi maravilhoso tê-la nesta página compondo com a beleza da poética visual de Balthus.
Agradeço de coração, sua contribuição para este espaço que leva o que há de melhor na poesia e na arte para o deleite de nossos visitantes.
Sei que todos que passaram por aqui levaram consigo a magia e a beleza de seus versos e rimas.
Agradeço também aqueles que deixaram seus registros enaltecendo nossos artistas.
Um grande abraço da Fada do Mar Suave.

Analuka disse...

Esta postagem ficou perfeita!!! As pinturas sedutoras de Balthus, combinadas à poesia primorosa de Ysolda, formam um banquete para os sentidos! A Arte de ambos é refinada, intensa, exigente... e a oferta de sumo, densidade, doçura, força e sabor, destas almas, ao mundo e aos fruidores de sua poética, é de um nível por poucos alcançado: sinal de sua exigência de "qualidade", de si mesmos!... Quem ganha, somos nós, visitantes deste blog, que podemos nos deleitar com o banquete, organizado e oferecido pela caríssima amiga Fada do Mar!!! Beijos alados!