Balthus







SOL IMPLICANTE




Caminhando saí para almoçar.
Sol quente e a Lua no Céu,
Em pleno meio dia, a se encarar.




Será que discutiam,
Por alguma razão?




Lembrou-me o tempo de menina,
No balanço a balançar,
Esperando que das nuvens,
Viesse o Deus-Menino,
Para comigo brincar...




Será que a discussão,
Do Sol e da Lua, que hoje vi,
Teria a mesma motivação?!...




Talvez a Lua, como toda mãe,
Quisesse fazer a vontade,
De alguma boba menina,
Que não estivesse a caminhar...




E o Sol...
Por pura implicância e teimosia,
Sem dó, nem compaixão...
Dizia não.





Ysolda Cabral


Um comentário:

Fada do Mar Suave disse...

Querida poeta Ysolda

Sua poesia enobreceu este espaço com sua sensibilidade, delicadeza e beleza. Foi maravilhoso tê-la nesta página compondo com a beleza da poética visual de Balthus.
Agradeço de coração, sua contribuição para este espaço que leva o que há de melhor na poesia e na arte para o deleite de nossos visitantes.
Sei que todos que passaram por aqui levaram consigo a magia e a beleza de seus versos e rimas.
Agradeço também aqueles que deixaram seus registros enaltecendo nossos artistas.
Um grande abraço da Fada do Mar Suave.