Balthus

Balthus e o Gato








CALMA



Calma... É preciso calma...
Há alguma coisa no ar.
Sei que há!



Há um frio de morte,
Congelando e quebrando os ossos ,
Nos impedindo de sonhar.



Há uma revolta contida,
Há uma dignidade atingida,
Há uma plenitude de vida,
Com esperança perdida...



Há uma lágrima teimando em cair,
Há um sorriso triste e fingido,
Há um desejo sofrido, contido,
E o controle se esvaindo...



Há uma gota de orvalho,
Explodindo...
Há um carrasco,
Punindo...
Há uma ferida,
Se abrindo...


A paciência...
Esgota-se,
É a chegada da hora,
Ficando abençoada...



E enfim...
Tudo acaba.






Ysolda Cabral


2 comentários:

Sonia Marulza disse...

Fantástico Ysolda Cabral e sua poética. Amo Balthus e toda sua arte e sua história. Grandioso este momento do Blog, este encontro de talentos.
Parabéns Fada!

Fada do Mar Suave disse...

Querida poeta Ysolda

Sua poesia enobreceu este espaço com sua sensibilidade, delicadeza e beleza. Foi maravilhoso tê-la nesta página compondo com a beleza da poética visual de Balthus.
Agradeço de coração, sua contribuição para este espaço que leva o que há de melhor na poesia e na arte para o deleite de nossos visitantes.
Sei que todos que passaram por aqui levaram consigo a magia e a beleza de seus versos e rimas.
Agradeço também aqueles que deixaram seus registros enaltecendo nossos artistas.
Um grande abraço da Fada do Mar Suave.