Svetlana Valueva



 

 

 

 



Solitário


Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
-Velho caixão a carregar detroços-

Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!


Augusto dos Anjos

3 comentários:

Adriana Rosa disse...

A genialidade deste blog deixa-me encantada e fascinada. A arte de Svetlana Valueva e as poesias de Augusto dos Anjos são é um brinde à vida.
A música é de uma delicadeza e sensibilidade que emociona. Um espaço divino que surpreende.

Silene Silveira disse...

Fada
Parabéns! Teu blog, tá espetacular. Maravilhosas postagens. Profunda Gratidão por compartilhar suas pesquisas e todo seu trabalho com seus visitantes. Amei!!! Beijos encantados.

Fada do Mar Suave disse...

Agradeço a cada visitante, em especial aos que deixaram seus registros sobre esta postagem, e não posso deixar de fazer uma observação, o quanto é gostosa a relação com os meus amigos dos e-mails, que são assíduos navegantes e sempre enviam suas mensagens dizendo o que sentiram quando entraram em contato com estas artes.
Meu eterno agradecimento a cada um de vocês!
Beijos da Fada do Mar Suave.